Ordem é ordem!
♦ José Ricardo
Madrugada fria. Dois policiais dentro de uma viatura estacionada no passeio de uma avenida de uma grande cidade. Poucos veículos passavam em frente a eles. A rede de rádio dava notícias de crimes de toda ordem. Mas os policiais não podiam sair do lugar onde estavam. Haviam recebido ordens para fazerem ponto base naquele local. Deveriam ficar doze horas imóveis, levando segurança aos transeuntes.
A imobilidade causava-lhes desconforto. Recostaram o banco da viatura. O tráfego de veículos foi diminuindo à medida que a madrugada avançava. De repente, um veículo escuro parou defronte à viatura. Os ocupantes do automóvel desembarcaram. Os policias imediatamente se assustaram, mas já era tarde demais. Os indivíduos, fortemente armados, metralharam os dois policiais que, segundo um cartaz colocado horas depois no local, trabalhavam em condições desumanas, sem água, banheiro…
Os facínoras abriram as portas das viaturas, recolheram as armas dos policiais e fugiram. Somente familiares e companheiros de profissão choraram a perda daqueles que morreram cumprindo ordens.
Nota: Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência.
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