A execução da menina Eloá: o show não pode parar
- Valacir Marques Gonçalves – policial federal aposentado
Na semana passada, os brasileiros assistiram a um tipo de novela que virou líder de audiência nos veículos de comunicação; ela retratou, sem retoques, um drama dos nossos dias – a violência sem limites. Uma menina de quinze anos de idade foi executada, sem dó nem piedade, com transmissão ao vivo e em horário nobre. O seu martírio foi acompanhado em capítulos, bem ao gosto de uma platéia acostumada a novelas fictícias, mas que, aos poucos, está habituando-se a outro tipo de “atração”: histórias reais, dramáticas, que apresentam como protagonistas, de um lado, gente desequilibrada e, do outro, vítimas indefesas. Os “enredos” imitam outro programa famoso – o Big Brother -, mas com uma diferença, nesse tipo de “programa” não existe autor, muito menos diretor – tudo é feito de improviso, principalmente, por quem deveria trazer o script de casa, revisado e decorado >> continue lendo
